
justificando
As olheiras estão às margens da visão. Vez ou outra alcanço através delas o que os olhos solitários não poderiam capturar.
quem bloga?
Lu, 22 anos, divorciada da História, na tentativa de reatar com as máquinas, Concrete Jungle, Pernambuco, Brasil.
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Sexta-feira, Agosto 28, 2009
Lanchei um Cheetos extra-gigante, uma modesta caixinha de Bis e duas fatias de pizza barata. Resultado: passei bem mal. Amaldiçoei a novela das 18, 19 e 20h. Apertei espinhas. Meu estômago implorava por socorro. Senti-me doente. Fiquei doente. Quis fazer beicinho e não havia quem pudesse comover. Quanta falta faz uma mãe ou um marido nessas horas, pensei. E aí puxei as cobertas até cobrir a cabeça e tive meia dúzia de pensamentos suicidas. Quanta besteira. Cheguei a bater os dentes com uma febre psicossomática. Desliguei ventilador, fechei janelas e achei o lençol insuficiente. Amarguei duas centenas de recordações mal-resolvidas. Lamentei minhas olheiras. Liguei o computador e não achei nada que valesse atenção. Praguejei em línguas estranhas. Engoli uma Dipirona... Pra quê Dipirona? Cai bem com febre psicossomática? O gosto do Cheetos veio à tona num sonoro arroto.
*postado por: Lu, ás 12:06 AM.
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Talvez eu já não seja a mesma. Meus seios dobraram de tamanho e minha coluna ganhou uma curvatura engraçada. O que me conforta é vê-lo quase tão quebrado quanto eu. Sua cabeça, abarrotada de idéias mal-concretizadas, anda pendendo para a esquerda. Coitadinho (se ele não lamenta, posso lamentar por ele, não é verdade?). E pobrezinha de mim, claro. Já não há sutiã que sirva.
*postado por: Lu, ás 1:39 AM.